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Crédito da imagem: © Mayandi Inzaulgarat/ICMBio

Brasil prepara ações robustas para combater incêndios florestais em 2026

Ministério do Meio Ambiente anuncia equipe de 4,6 mil brigadistas e estrutura operacional para enfrentar o fogo no país

Plano fortalece combate a incêndios

A implementação do plano nacional de combate aos incêndios florestais representa avanço crucial na proteção ambiental e na segurança das comunidades. Ao integrar tecnologia, conhecimento científico e saberes tradicionais, a estratégia amplia a capacidade de resposta rápida, reduzindo danos sociais e econômicos causados pelos incêndios, especialmente em áreas sensíveis como a Amazônia e o Pantanal.
Cavalcante (GO), 13/10/2025 - Incêndio florestal na Chapada dos Veadeiros. Foto: Mayandi Inzaulgarat/ICMBio
© Mayandi Inzaulgarat/ICMBio

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou nesta quarta-feira (4) o planejamento das ações de enfrentamento aos incêndios florestais em 2026. Além da publicação da portaria de declaração emergência ambiental por região, foram anunciados a formação de uma equipe de mais de 4,6 mil brigadistas e uma infraestrutura operacional capaz de alcançar todo o país.

A ministra do MMA, Marina Silva, lembrou que os trabalhos deste ano são resultado de um esforço iniciado em 2023, em meio a uma crise de incêndios no país, mas com resultados já colhidos em 2025, com a redução de 39 % dos focos de fogo em todo o país, com destaque para a Amazônia e o Pantanal, que alcançaram redução de 75% e mais de 90% respectivamente.

“Então é planejar, prevenir e combater. Sobretudo, que isso não sejam políticas que se instalam no momento em que a crise está posta”, diz.

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, lembrou que a publicação da portaria de emergência no Diário Oficial da União é obrigatória do ponto de vista preparatório para a contratação dos brigadistas e também é um instrumento importante de alerta, já que estabelece os período de emergência para cada uma das regiões do Brasil.

“Apesar desse ano ter sido um ano chuvoso em boa parte do país, a gente está justamente agora em um momento de mudança do ponto de vista climatológico e para nós é um momento sempre de apreensão”, reforça.

Agostinho destacou que o documento é estabelecido a partir de critérios científicos que consideram a avaliação do déficit de chuvas, histórico de calor, previsão climática, as características das diferentes mesorregiões do Brasil e onde os riscos de incêndio são maiores.

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Tudo isso orienta o trabalho da equipe do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outros órgãos ambientais que atuam articulados a partir da Sala de Situação permanente criada em 2024.

Além da Sala de Situação, a infraestrutura operacional funcionará em mais três bases logísticas, duas vilas operacionais de combate ampliado e com o funcionamento de sistema de monitoramento via satélite em tempo real.

Segundo Agostinho, o trabalho contará ainda com 246 servidores das brigadas florestais, sendo 131 brigadas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e 115 brigadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) distribuídas nas áreas onde os riscos de incêndio são maiores. Ao todo serão 4.660 brigadistas, incluindo os temporários, que atuarão em todo o país.

“Algo que sempre foi muito importante ao longo da nossa história é que a gente tem trabalhado com, pelo menos, 50% das nossas brigadas formada por indígenas e algo perto de 10% de quilombolas e isso é muito importante porque são pessoas que conhecem os territórios e estão acostumadas a andar no ambiente florestal,” conclui.

 

Resumo da Notícia

O Ministério do Meio Ambiente divulgou o plano nacional para o combate aos incêndios florestais em 2026, que inclui a formação de mais de 4,6 mil brigadistas e uma infraestrutura operacional abrangente. A iniciativa, resultado de esforços iniciados em 2023, já mostrou resultados positivos, com queda significativa no número de focos de incêndio, especialmente na Amazônia e no Pantanal. O planejamento considera dados científicos e climáticos para definir períodos de emergência em diferentes regiões do Brasil, contando com monitoramento por satélite e bases logísticas estratégicas. A participação de indígenas e quilombolas nas brigadas é destaque, valorizando o conhecimento local para ações mais eficazes no combate ao fogo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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