Cidadania Brasil
Crédito da imagem: © Claudio Kbene/PR

Brasil participa de grande encontro da ONU sobre direitos das mulheres

Evento reúne líderes globais para debater a violência contra mulheres e avanços na igualdade de gênero

Avanços na Proteção às Mulheres

A reafirmação do compromisso brasileiro na ONU reforça a importância de políticas públicas eficazes para combater a violência contra mulheres. A manutenção de direitos essenciais no documento final assegura avanços na proteção social e legal, impactando diretamente a segurança e a dignidade das mulheres. Essa articulação internacional contribui para o fortalecimento de estratégias que beneficiam a população feminina, promovendo um ambiente mais justo e seguro.
Nova York, EUA, 11.03.2024 – Primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves participam, na sede da ONU em Nova York, do 68ª CSW, sigla em inglês para a Comissão sobre a Situação da Mulher, o maior órgão dedicado a promover a igualdade de gênero em todo o mundo. Foto: Claudio Kbene/PR
© Claudio Kbene/PR

A participação do Brasil na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), maior reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a igualdade de gênero e direitos das mulheres, demonstra esforço público na discussão em torno do combate à violência contra mulheres no país.

A avaliação é da coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que está em Nova York para o evento. A conferência, que ocorre até 19 de março, conta com a participação de altos representantes da ONU, Estados-membros, ONGs, ativistas, jovens e setor privado.

Lúcia considera que, para além da construção de um marco legal, é importante articular governo e sociedade na construção de soluções para o enfrentamento da violência contra a mulher.

“Certamente esses marcos [legais] já estão postos [no Brasil], desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não tem uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social, enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, disse a especialista, ressaltando os altos índices de feminicídio e violência sexual.

As discussões, no âmbito do evento mundial, afirma Lúcia, contribuem para o desenvolvimento de medidas e mecanismos de enfrentamento ao problema no país.

“A gente [costuma dizer] que é uma epidemia [de violência], mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas isso é mais que uma epidemia”, alertou.

“É um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos, no sentido do controle social. É um prejuízo enorme para as mulheres, que já vivem a situação de vulnerabilidade e também de insegurança nos seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua vida como um todo”, disse Lúcia.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Estados Unidos

Lúcia relatou à Agência Brasil que, em meio às tensões nas negociações, propostas dos Estados Unidos que representariam retrocessos no documento final da conferência foram barradas durante a plenária que aprovou o texto.

Alguns dos temas questionados pelos Estados Unidos na votação das conclusões acordadas referiam-se ao direito ao aborto, à identidade de gênero e ao uso do termo “interseccionalidade”.

“Isso fez com que, em algum momento, a gente imaginasse que o documento perderia a qualidade e alguns avanços muito importantes. Não vai ser um documento de consenso, mas a primeira votação não aceitou as indicações [trazidas pelos Estados Unidos]”, contou.

Resumo da Notícia

Na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, o Brasil reforça seu compromisso com a luta contra a violência contra as mulheres. A coordenadora da organização Criola, Lúcia Xavier, destaca que, apesar das leis existentes, como a Maria da Penha e a do Feminicídio, a violência ainda é um grave problema social que exige ações efetivas e articulação entre governo e sociedade. O evento, realizado em Nova York, reúne representantes internacionais para discutir estratégias e políticas públicas. Durante as negociações, propostas dos Estados Unidos que poderiam enfraquecer o documento final foram rejeitadas, garantindo a manutenção de termos fundamentais como direito ao aborto e identidade de gênero. A conferência representa um espaço crucial para fortalecer mecanismos de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil e no mundo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município