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Crédito da imagem: © Júlio César Silva/MDIC

Brasil mantém competitividade com nova tarifa global de 10% dos EUA

Decisão da Suprema Corte americana favorece comércio bilateral e reduz barreiras para exportações brasileiras

Impactos da Tarifa Americana

A uniformização da tarifa americana em 10% favorece a estabilidade comercial entre Brasil e EUA, preservando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano. Essa medida pode estimular investimentos e reduzir custos para exportadores, beneficiando setores-chave e contribuindo para a manutenção do fluxo econômico bilateral, com efeitos positivos na economia e no comércio exterior do Brasil.
Brasília (DF), 06/01/2025 - Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, durante Coletiva da Balança Comercial Brasileira. Foto: Júlio César Silva/MDIC
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O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.

A declaração foi feita após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.

Decisão judicial

O julgamento anulou parte relevante do chamado tarifaço, por meio do qual o governo de Trump havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.

Para Alckmin, a decisão é “muito importante” para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais.

“Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.

Ele ressaltou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do ano passado, após negociações diplomáticas.

Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.

Setores beneficiados

De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA.

“Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin.

Ele destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.

Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia.

O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, disse.

Impacto econômico

Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao baratear produtos importados.

Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar, com reflexos sobre a economia brasileira.

Apesar do revés judicial, Trump sinalizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica.

Resumo da Notícia

O Brasil não terá sua competitividade afetada pela tarifa global de 10% estabelecida pelos Estados Unidos, afirmou o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A tarifa, aplicada de forma uniforme a todos os países exportadores, mantém a igualdade de condições no mercado americano. A decisão da Suprema Corte dos EUA anulou parte das tarifas anteriores impostas por Donald Trump, que elevavam impostos sobre produtos brasileiros em até 50%. A medida abre espaço para um comércio mais dinâmico e beneficia setores como máquinas, madeira e café solúvel. Apesar da decisão judicial, o governo americano busca alternativas legais para manter sua política tarifária. O Brasil continua negociando para preservar o fluxo comercial, que em 2025 representou US$ 37,7 bilhões em exportações aos EUA. A redução das barreiras pode impulsionar investimentos e mitigar pressões inflacionárias, mantendo o diálogo bilateral como prioridade para o fortalecimento das relações econômicas entre os dois países.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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