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Brasil implanta novas regras para transporte rodoviário de cargas

Obrigatoriedade do CIOT visa garantir pagamento do piso mínimo no frete e evitar irregularidades

Novas regras para transporte rodoviário

A exigência do CIOT visa garantir o pagamento justo aos transportadores e aumentar a transparência nas operações de frete, beneficiando toda a cadeia logística. A fiscalização automatizada e as penalidades rigorosas devem reduzir fraudes e melhorar as condições de trabalho, impactando positivamente a economia e a segurança do transporte de cargas no país.
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Já estão em vigor no país as novas regras para o transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças previstas, está a obrigatoriedade de apresentar o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de iniciar o serviço de frete.

Esse código garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, não terão o CIOT emitido, de forma a bloquear fretes irregulares ainda na fase de contratação.

Como o código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala, abrangendo todo o território nacional.

Dessa forma, o CIOT será peça central do controle regulatório, ao reunir informações completas sobre a operação, como contratantes, transportadores, carga, origem, destino, valores pagos e o piso mínimo aplicável.

As novas medidas estão previstas na Medida Provisória 1.343/2026, publicada na quinta-feira (19), e valem para transportadores, empresas contratantes e intermediários do setor. A publicação ocorre em meio a ameaça de paralisação por parte dos caminhoneiros, devido à tendência de alta do diesel por conta da guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.

“Sem o código, o frete não poderá ser realizado. Na prática, operações contratadas por valores abaixo do piso mínimo deixam de ocorrer ainda na origem, antes mesmo de o caminhão seguir viagem”, informou a ANTT.

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Penalidades

A MP estabelece penalidade específica para aqueles que descumprirem as novas regras relativas ao CIOT, com multa de R$ 10,5 mil por operação não registrada.

Quem contratar pagando fretes abaixo do piso mínimo de forma reiterada (mais de três autuações em seis meses) terá o Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) suspenso.

Caso reincida, o registro poderá ser cancelado, com impedimento de atuação por até dois anos.

Além disso, define algumas responsabilidades. No caso do contratante, ele será responsável pela emissão do código quando houver transportador autônomo de cargas.

Nos demais casos, a responsabilidade recairá sobre a empresa de transporte.

“Empresas que contratarem fretes abaixo do piso podem pagar multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões a cada operação irregular. Em casos de irregularidades graves, a norma permite alcançar sócios e grupos econômicos, desde que comprovado abuso ou confusão patrimonial”, informou a ANTT.

O governo esclarece que as medidas mais severas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao transportador autônomo de cargas.

Resumo da Notícia

O Brasil adotou novas normas para o transporte rodoviário de cargas que exigem a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início do serviço. Essa medida busca assegurar que todas as contratações respeitem o piso mínimo de pagamento e coibir fretes irregulares desde a origem. O CIOT estará vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, permitindo fiscalização automática em todo o território nacional. A Medida Provisória 1.343/2026 estabelece multas severas para quem descumprir as regras, incluindo penalidades que podem chegar a milhões de reais e suspensão do registro para transportadoras reincidentes. A responsabilidade pela emissão do código recai sobre o contratante ou empresa de transporte, dependendo do caso. As novas regras chegam em um contexto de tensão no setor, com possíveis paralisações motivadas pela alta do preço do diesel decorrente do conflito no Oriente Médio.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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