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Crédito da imagem: © Alessandra Cabral/CPB

Brasil fecha Paralimpíada de Inverno com primeira medalha histórica

Maior delegação brasileira conquista prata inédita e bons resultados na neve em Milão-Cortina 2026

Avanço do Brasil no Esporte Paralímpico

A conquista da primeira medalha paralímpica na neve representa um marco para o Brasil, ampliando a visibilidade e o incentivo aos esportes de inverno adaptados. A participação expressiva e os resultados alcançados indicam progresso técnico e maior investimento, o que pode estimular políticas públicas e ampliar oportunidades para atletas com deficiência em modalidades ainda pouco exploradas no país.
15.03.26 - CRISTIAN RIBERA - Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 - Prova 20 km de Ski Cross-country no Tesero Cross-Country Skiing Stadium, em Tesero, Itália. Foto: Alessandra Cabral/CPB
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A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina (Itália) chegou ao fim neste domingo (15). A participação brasileira foi histórica, com a maior delegação já enviada a uma edição do evento - oito atletas - e a conquista da primeira medalha, a prata do rondoniense Cristian Ribera na prova do sprint (um quilômetro) do esqui cross-country para competidores sentados.

A campanha terminou com a disputa dos 20 quilômetros do esqui cross country. Seis brasileiros foram à pista de neve da cidade de Tesero, com destaques para os quintos lugares de Cristian no masculino, com tempo de 53min40s8, e da paranaense Aline Rocha (que também esquia sentada) no feminino, com 1h01min30s2.

"[A prova de 20 quilômetros] Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava em segundo ou terceiro. Talvez, se eu segurasse um pouco, desse para recuperar no fim. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Hoje [domingo], cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint", disse o rondoniense, que é radicado em Jundiaí (SP), em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Entre os homens, o Brasil ainda teve o paulista Guilherme Rocha terminando em 19º (58min49s4) e o paraibano Robelson Lula em 22º (1h01min07s3). Na disputa das mulheres, a paulista Elena Sena ficou em 14º lugar (1h19min04s9). Na classe standing (para atletas que competem de pé) masculina, o paulista Wellington da Silva ficou com a 25ª colocação (52min54s).

Outros resultados históricos na neve italiana em 2026 foram os sétimos lugares de Aline no biatlo paralímpico e do trio formado por ela, Cristian e Wellington no revezamento do esqui cross-country. A gaúcha Vitória Machado, por sua vez, tornou-se a primeira mulher brasileira a competir no snowboard.

Vitória e o também gaúcho André Barbieri, outro a disputar o snowboard nos Jogos de Milão-Cortina, serão os representantes brasileiros na cerimônia de encerramento, que ocorre neste domingo, a partir de 16h30 (horário de Brasília), em Cortina d'Ampezzo, cidade onde foram as provas da modalidade.

André, que conseguiu ir para a neve após se recuperar de um acidente durante um treino antes do evento, será o porta-bandeira.

"Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve", afirmou o presidente do CPB, José Antônio Freire à comunicação da entidade.

A próxima edição da Paralimpíada de Inverno será nos Alpes Franceses, entre 1º e 10 e março de 2030. Antes, em 2028, ocorrem os Jogos de Verão, em Los Angeles (Estados Unidos).

Resumo da Notícia

A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina terminou com uma participação marcante do Brasil, que contou com sua maior delegação de oito atletas. O país celebrou a primeira medalha paralímpica na neve, conquistada por Cristian Ribera, que garantiu a prata no sprint do esqui cross-country para competidores sentados. Destaques também foram os quintos lugares de Ribera e de Aline Rocha na prova de 20 quilômetros, além da estreia histórica da gaúcha Vitória Machado no snowboard. A equipe brasileira demonstrou evolução técnica e presença consistente nas competições, consolidando um novo patamar nos esportes paralímpicos de inverno. A próxima edição dos Jogos de Inverno será em 2030, na França.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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