Saúde e Bem-Estar Brasil
Crédito da imagem: © Ricardo Stuckert/PR

Brasil e Índia firmam parceria para produção de medicamentos contra câncer

Acordos bilaterais garantem oferta e desenvolvimento tecnológico de fármacos para o SUS.

Avanço na Autonomia em Saúde

A internalização da produção de medicamentos para câncer fortalece a segurança do fornecimento no SUS, reduzindo riscos ligados à importação e instabilidades globais. Além de ampliar o acesso a tratamentos essenciais, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento tecnológico nacional, gera empregos e estimula a inovação em setores estratégicos como biotecnologia e inteligência artificial.
Nova Delhi, 21/02/2026 - 21.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio Presidencial (Rashtrapati Bhawan) com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Brasil e Índia firmaram hoje (21) três acordos chamados de “Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo” que vão garantir a oferta dos medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, usados no combate ao câncer para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo nota do Ministério da Saúde, as parcerias “contemplam três medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer, como os de mama, pele e leucemias.” No primeiro ano de execução das parcerias, o Brasil deverá investir R$ 722 milhões. A projeção é que em uma década, o investimento nacional possa chegar a R$ 10 bilhões para fabricar e ofertar os medicamentos

Além do fornecimento, os acordos têm em perspectiva a internalização da produção, com desenvolvimento tecnológico de laboratórios públicos e privados no Brasil. A fabricação desses medicamentos no país reduz dependência externa, permite estabilidade de estoque de fármacos e, assim, pode “ampliar o acesso da população a terapias de alta complexidade”, como avalia o Ministério da Saúde.

Produtos farmacêuticos, junto com diesel, inseticidas, fungicidas e peças para automóveis, são os principais itens de importação da Índia para o Brasil. Em 2024, o volume de importações de fármacos atingiu US$ 7,3 bilhões, segundo a empresa Fazcomex, especializada em tecnologia para comércio exterior. Depois da China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã e Indonésia são os principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia.

Outros acordos

Brasil e Índia assinaram também termo aditivo de memorando de entendimento prorrogando a cooperação bilateral em saúde por mais cinco anos. O acordo inclui “produção de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, inovação produtiva, desenvolvimento de biológicos, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial”, conforme o Ministério da Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assinou com o Central Drugs Standard Control Organization, instituição homóloga da Índia, memorando de entendimento para a “troca de informações regulatórias” sobre medicamentos, insumos e dispositivos médicos.

E a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmou memorandos de entendimento com laboratórios farmacêuticos indianos, para realização de pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos considerados “estratégicos” pelo Ministério da Saúde.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “Brasil e Índia trabalham lado a lado, há décadas, na defesa da equidade no acesso a medicamentos, sobretudo os genéricos, e da soberania sanitária no âmbito da Organização Mundial da Saúde.”

De acordo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os acordos assinados com a Índia, mais do que assegurar tratamentos no SUS, viabilizam “a transferência de tecnologia para fortalecer a produção nacional, gerar emprego e renda e ampliar a autonomia e a segurança dos pacientes brasileiros.”

Lula e Padilha estão em missão presidencial na Índia, onde participam do Fórum Empresarial Brasil–Índia, em Nova Delhi.

 

Resumo da Notícia

Brasil e Índia celebraram acordos estratégicos que visam a produção nacional de medicamentos essenciais para o tratamento de cânceres variados, beneficiando pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com investimento inicial estimado em R$ 722 milhões, o projeto prevê a internalização da fabricação e o desenvolvimento tecnológico em laboratórios brasileiros, reduzindo a dependência das importações e assegurando maior estabilidade no fornecimento. Além disso, os pactos ampliam a cooperação em áreas como saúde digital, biotecnologia e inteligência artificial, fortalecendo a soberania sanitária do país. A parceria também inclui acordos entre órgãos reguladores e instituições científicas para troca de informações e pesquisa conjunta. A iniciativa representa um avanço significativo na autonomia do Brasil em saúde, promovendo acesso ampliado a tratamentos de alta complexidade e gerando impacto positivo na economia e no emprego.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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