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Crédito da imagem: © José Cruz/Agência Brasil

Brasil é finalista no Global Water Awards com avanços da ANA

Agência Nacional de Águas é reconhecida por fortalecer regulação e ampliar acesso ao saneamento no país

Avanços no Saneamento Brasileiro

O reconhecimento da ANA destaca progressos essenciais para ampliar o acesso à água e saneamento, promovendo saúde pública e qualidade de vida. As normas implementadas visam reduzir desperdícios e garantir o uso sustentável dos recursos hídricos, impactando positivamente o meio ambiente e a economia. A melhoria na infraestrutura e a coordenação entre entes federativos são fundamentais para alcançar metas de universalização, beneficiando especialmente áreas com menor cobertura desses serviços básicos.
Saneamento básico
© José Cruz/Agência Brasil

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano na Global Water Awards, uma premiação que reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização por sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta.

A indicação, segundo o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico da ANA, Alexandre Anderáos, representa um reconhecimento de que o Brasil tem construído estruturas, normas, órgãos e mecanismos governamentais mais robustos para água e saneamento.

“Na prática, esse reconhecimento internacional ajuda a dar mais visibilidade e legitimidade a uma agenda que busca ampliar o acesso com maior equidade territorial e social”, avalia.

Agenda

Alguns exemplos dessa agenda desempenhada pela ANA nos últimos anos foram a edição de normas de referência para os quatro componentes do saneamento básico: limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

Também, em 2025, a regulação para redução progressiva e controle de perdas de água, que trata sobre planos de gestão de perdas de água e padroniza indicadores como referência para órgãos municipais e estaduais de fiscalização dos serviços públicos de água e esgoto, as Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI).

Na avaliação de Anderáos, é uma iniciativa central para a segurança hídrica. 

“Reduzir perdas significa aproveitar melhor a água já produzida, diminuir desperdícios e ampliar eficiência sem pressionar desnecessariamente os mananciais”, diz.

A agência também elaborou norma sobre reuso não potável de água proveniente de efluentes sanitários tratados, um tema transversal ao saneamento e recursos hídricos que traz sustentabilidade na forma cíclica de uso da água. 

Um exemplo é o tratamento de água usada em banheiros e cozinhas para uso em irrigação paisagística e agrícola, recarga de aquíferos, lavagens de ruas e veículos.

Outras regulações destacadas pelo gestor foram a criação de metas progressivas de universalização de água e esgoto e a norma que trata da governança das ERI.

“Para o setor brasileiro, isso reforça uma mensagem importante, que em um ambiente federativo e fragmentado como o nosso, melhorar a prestação dos serviços depende de coordenação, referências nacionais, previsibilidade contratual e redução de incertezas regulatórias”, afirma.

Desafios

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico 2025 (Sinisa) apontam que, em 2024, a rede de abastecimento de água alcançou 84,1% da população brasileira e a rede de esgoto chegou a 62,3% da população.

No mesmo ano, foram investidos R$ 14,59 bilhões em abastecimento de água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento sanitário.

“Isso sugere um setor ainda em fase de expansão e consolidação, no qual o avanço regulatório ajuda a criar condições para que os investimentos se convertam em obras, operação e, ao longo do tempo, em aumento dos níveis de atendimento”, explica Alexandre Anderáos.

Indicação

Ao indicar a ANA ao Global Water Awards, a iniciativa que promove a premiação Global Water intelligence (GWI) destacou que as novas normas de referência da agência ajudaram a resolver disputas antigas, reduzir incertezas para operadores e investidores, estabelecer metas nacionais de universalização e introduzir indicadores de desempenho comparáveis em escala nacional.

Além da ANA, também concorrem na categoria Agência Pública, a Korea Water Resources Corporation (K-Water), da Coreia do Sul; o Orange County Water District, dos Estados Unidos; a Sharakat, da Arábia Saudita; e a Suruhanjaya Perkhidmatan Air Negara (SPAN), da Malásia.

A votação para a escolha dos premiados será feita por membros do GWI, e o resultado final deverá ser divulgado no dia 19 de maio.

Resumo da Notícia

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano no Global Water Awards, destacando os avanços regulatórios e estruturais no setor de água e saneamento no Brasil. Entre as conquistas estão normas para gestão de perdas de água, reuso não potável e metas de universalização, que promovem maior eficiência e sustentabilidade. A iniciativa reforça a importância da coordenação entre órgãos federativos para melhorar os serviços públicos e ampliar o acesso com equidade territorial. Dados recentes indicam que a rede de abastecimento cobre mais de 84% da população, enquanto o esgotamento sanitário atinge 62%. A premiação avalia o impacto das políticas que incentivam investimentos e garantem segurança hídrica, com resultados esperados para 2025. A ANA concorre com entidades de países como Coreia do Sul e Estados Unidos, com o anúncio do vencedor previsto para maio.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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