Política Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © Carlos Cruz/MRE.

Brasil assume presidência da Zopacas e busca Atlântico Sul livre de conflitos

Com mais de 20 países, aliança defende paz, sustentabilidade e cooperação no Atlântico Sul

Brasil assume presidência da Zopacas e busca Atlântico Sul livre de conflitos

A presidência brasileira na Zopacas reforça a importância da cooperação internacional para garantir um Atlântico Sul pacífico e sustentável. Em um contexto global conturbado, esse compromisso protege economias frágeis e preserva recursos naturais essenciais para a região.

O Brasil assumiu oficialmente a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) em uma reunião realizada no Rio de Janeiro, marcando o início de um mandato de três anos. A aliança reúne 24 países, entre eles 21 nações da costa africana e três da América do Sul, com o objetivo de manter a região livre de conflitos armados, armas nucleares e disputas geopolíticas.

Durante a abertura da reunião na Escola Naval, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a importância de preservar o Atlântico Sul como uma zona de paz, rejeitando a importação de rivalidades externas que não beneficiam os povos da região. O ministro ressaltou que mares e oceanos devem ser elementos de aproximação entre as nações, e não motivo de discórdia.

O contexto atual do cenário internacional, marcado por conflitos na Faixa de Gaza, Ucrânia, Irã e Líbano, foi citado como um alerta para os desafios enfrentados globalmente. Vieira também apontou o impacto negativo dessas tensões na economia global, especialmente nos preços da energia e dos alimentos, afetando de forma desproporcional os países mais pobres.

Além da busca pela paz, a Zopacas tem como prioridades a segurança marítima, com esforços para combater o tráfico de drogas, pirataria e pesca ilegal. O ministro destacou ainda o compromisso ambiental do grupo, anunciando a intenção do Brasil de aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul na Comissão Internacional da Baleia ainda neste ano. Também foi programada a assinatura de uma Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho, que visa prevenir e controlar danos ao oceano.

A cooperação entre os países da Zopacas é reforçada pela atuação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que desenvolve projetos em áreas como combate à fome, desenvolvimento econômico, agricultura familiar e tecnificação agrícola. A diretora-adjunta da ABC, embaixadora Luiza Lopes da Silva, destacou que os projetos brasileiros servem como modelos para outras nações e que o Brasil atende às demandas específicas dos países parceiros, promovendo soberania e desenvolvimento local.

Com o maior litoral banhado pelo Atlântico Sul, o Brasil reforça seu papel estratégico na Zopacas, dando continuidade a uma política externa histórica que valoriza a paz, a cooperação multilateral e a sustentabilidade. A presidência brasileira deve impulsionar ações concretas para fortalecer a região diante dos desafios globais, preservando recursos naturais e promovendo o desenvolvimento social e econômico dos países membros.

Resumo da Notícia

O Brasil iniciou sua presidência de três anos na Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), uma aliança que reúne 24 países da América do Sul e da costa oeste africana. Em meio a um cenário global marcado por conflitos armados, o país defende que o Atlântico Sul se mantenha livre de guerras, armas nucleares e tensões geopolíticas. A agenda da Zopacas também inclui segurança marítima, combate ao tráfico e à pesca ilegal, além da preservação ambiental, com destaque para a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul e a assinatura de um acordo para proteção do meio marinho. O Brasil, um dos idealizadores do grupo há 40 anos, reforça sua política externa focada na cooperação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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