Saúde e Bem-Estar América do Norte
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Bloqueio dos EUA ameaça colapso do sistema de saúde em Cuba

Ministro alerta que sanções americanas causam escassez de medicamentos e afetarão tratamentos vitais na ilha

Impacto nas Saúde Pública Cubana

A restrição no fornecimento de combustível afeta diretamente a operação dos serviços de saúde em Cuba, comprometendo o atendimento a pacientes com condições graves. Essa situação evidencia desafios na manutenção de sistemas públicos essenciais, podendo agravar a crise humanitária e prejudicar o acesso universal e gratuito à saúde, fundamental para a população local.
Solar panels are installed on the roof of a building housing the Board of Trustees of the House of the Hebrew Community of Cuba, as Cubans grapple with an ongoing energy crisis exacerbated by fuel shortages, Havana, Cuba February 19, 2026. REUTERS/Norlys Perez
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O ministro da Saúde de Cuba disse que o sistema de saúde do país está à beira do colapso, devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) ao fornecimento de petróleo à ilha.

Em uma entrevista à agência de notícias Associated Press, José Ángel Portal Miranda alertou que as sanções dos EUA já não estão apenas prejudicando a economia de Cuba, mas também ameaçando a "segurança humana básica".

"Não se pode prejudicar a economia de um Estado sem afetar os seus habitantes", disse o ministro. "Esta situação pode colocar vidas em risco", acrescentou nesta sexta-feira (20).

Segundo Miranda, cinco milhões de pessoas que vivem em Cuba com doenças crônicas poderão enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil doentes oncológicos e quimioterapia para outros 12,4 mil pacientes.

Os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de doentes em estado crítico que necessitam de energia elétrica de reserva estão entre as áreas mais impactadas, afirmou o ministro.

Os tratamentos para doenças renais e os serviços de ambulância de emergência também foram incluídos na lista de serviços afetados pela falta de combustível, de acordo com o ministro.

O sistema de saúde de Cuba segue um modelo universal e gratuito, oferecendo clínicas locais em quase todos os quarteirões e medicamentos subsidiados pelo Estado.

Esses serviços, no entanto, também entraram em estado de crise nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia de covid-19. Milhares de médicos emigraram do país e a escassez de medicamentos obrigou muitos pacientes a comprá-los no mercado paralelo.
 

Denis Tamayo, 30, and Alejandro Guerra, 30, install a solar panel on the rooftop of a residential building as Cubans grapple with an ongoing energy crisis exacerbated by fuel shortages, Havana, Cuba February 16, 2026. REUTERS/Norlys Perez
Cubanos instalam painéis solares em meio a uma crise de falta de combustível, deflagrada por um embargo imposto pelos Estados Unidos - Reuters/Norlys Perez/Proibida reprodução

O ministro admitiu que os problemas devem se agravar nas próximas semanas, embora tenha sublinhado que o governo cubano tem tentado adaptar-se à nova realidade, instalando painéis solares nas clínicas e dando prioridade no atendimento a crianças e idosos.

As autoridades impuseram restrições a tecnologias que dependem mais de energia, como as tomografias computorizadas e os exames laboratoriais, obrigando os médicos a recorrer a métodos mais básicos para tratar os doentes, privando efetivamente muitos do acesso a cuidados de alta qualidade, lamentou o ministro.

"Estamos diante de um cerco energético com implicações diretas para a vida dos cubanos, para a vida das famílias cubanas."

Desde janeiro que os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba, alegando uma suposta ameaça que a ilha, representa para a segurança nacional estadunidense. Cuba se situa a apenas 150 quilômetros da costa do estado da Florida (sudeste),

A ilha passa por uma crise humanitária, uma vez que já se registra falta generalizada de alimentos e de energia elétrica, que afeta o funcionamento dos hospitais.

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que venderem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba, logo depois de sequestrar o líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.

 

Resumo da Notícia

O sistema de saúde cubano enfrenta uma crise grave devido ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que restringe o fornecimento de petróleo à ilha. O ministro da Saúde de Cuba revelou que a medida tem colocado em risco o atendimento a milhões de pacientes, especialmente aqueles com doenças crônicas, câncer e outras condições críticas. Serviços essenciais como oncologia, cardiologia e emergências médicas estão comprometidos pela falta de combustível, impactando desde o funcionamento de equipamentos até o acesso a medicamentos. Apesar dos esforços do governo cubano para adaptar-se, como a instalação de painéis solares e priorização de grupos vulneráveis, a situação tende a piorar nas próximas semanas. As sanções americanas, justificadas como proteção à segurança nacional dos EUA, agravam a crise humanitária na ilha, que já enfrenta escassez de alimentos e energia, comprometendo a qualidade do atendimento público de saúde universal e gratuito mantido por Cuba.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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