Política Estados Unidos da América

Bill e Hillary Clinton aceitam depor em investigação sobre Epstein

Ex-presidente e ex-secretária de Estado concordam em depor no Congresso, evitando possível acusação de desacato

Depoimentos dos Clintons no Congresso

A participação de Bill e Hillary Clinton nos depoimentos pode evitar sanções legais e contribuir para a transparência sobre as conexões de Jeffrey Epstein com figuras públicas. Essa colaboração é relevante para fortalecer a investigação, esclarecer fatos e garantir a responsabilização adequada, impactando a confiança da sociedade nas instituições e no processo democrático.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e Hillary Clinton, candidata democrata à presidência em 2016, irão depor em uma investigação do Congresso sobre o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

A decisão pode impedir uma votação planejada na Câmara dos Deputados, liderada pelos republicanos, para acusar os dois democratas de desacato, o que poderia levar a acusações criminais.

A recente divulgação pelo Departamento de Justiça dos EUA de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou os laços do falecido financista e criminoso sexual com muitas pessoas proeminentes na política, finanças, academia e negócios - tanto antes quanto depois de ele se declarar culpado em 2008 por acusações de prostituição.

Questionado se a Câmara manteria as votações de desacato contra os Clintons, o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse à agência de notícias Reuters: “Eles estão trabalhando nisso agora. Os advogados estão analisando os detalhes”.

Johnson havia recebido com satisfação a notícia de que o ex-presidente e a ex-secretária de Estado concordaram em depor.

Desacato

O Comitê de Supervisão da Câmara recomendou, na semana passada, que os Clintons fossem acusados de desacato por se recusarem a testemunhar sobre sua relação com Epstein. Os Clintons se ofereceram para cooperar com o painel, mas se recusaram a comparecer pessoalmente, alegando que a investigação era um exercício partidário com o objetivo de proteger o presidente republicano Donald Trump.

“Eles disseram sob juramento o que sabem..., mas o ex-presidente e a ex-secretária de Estado estarão lá. Eles esperam estabelecer um precedente que se aplique a todos”, disse o vice-chefe de gabinete dos Clintons, Angel Urena, nas redes sociais.

Bill Clinton voou no avião de Epstein várias vezes no início dos anos 2000, após deixar o cargo. Ele expressou arrependimento sobre o relacionamento e disse que não sabia nada sobre as atividades criminosas de Epstein.

O deputado republicano James Comer, que preside a Comissão de Supervisão da Câmara, disse que os Clintons não deram uma data para os seus depoimentos e que ele discutirá os próximos passos com os membros do painel.

“O advogado dos Clintons afirmou que eles concordam com os termos, mas esses termos ainda não são claros e eles não forneceram datas para os depoimentos”, disse Comer.

“Vou esclarecer os termos com os quais eles concordam e, em seguida, discutir os próximos passos com os membros do meu comitê”, finalizou Comer.

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Resumo da Notícia

Bill e Hillary Clinton decidiram participar de depoimentos no Congresso dos EUA relacionados à investigação sobre o financista Jeffrey Epstein. A decisão pode impedir uma votação que buscava acusar o casal de desacato por não comparecerem anteriormente. Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça revelam conexões de Epstein com figuras influentes em várias áreas, incluindo política e negócios. Embora os Clintons tenham negado envolvimento em atividades ilegais e afirmem que a investigação tem motivações partidárias, eles concordaram em colaborar para esclarecer sua relação com Epstein. A Comissão de Supervisão da Câmara aguarda a definição de datas para os depoimentos, enquanto os advogados analisam os termos do acordo. A situação representa um importante passo na apuração dos vínculos de Epstein com personalidades públicas, buscando transparência e justiça.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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