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Beija-Flor revoluciona carnaval 2026 com impressoras 3D no Rio

Escola usa tecnologia de ponta para criar fantasias e alegorias mais rápidas, econômicas e sustentáveis no desfile do Sambódromo

Tecnologia transforma carnaval

A adoção de impressoras 3D na produção de fantasias e alegorias promove maior eficiência e sustentabilidade no carnaval, reduzindo custos e desperdícios. Essa inovação tecnológica também potencializa a criatividade dos artesãos, melhora a qualidade visual dos desfiles e estimula práticas de economia circular, com impacto positivo para o meio ambiente e a economia local.

A Beija-Flor de Nilópolis levou uma inovação para dentro da Cidade do Samba, onde estão instalados os barracões das escolas do Grupo Especial do Rio. A azul e branco da Baixada Fluminense está usando uma das maiores impressoras 3D do Brasil para produzir, em sistema de larga escala, peças das alegorias e fantasias que representam 10% do que a agremiação vai apresentar no Sambódromo com o enredo Bembé.

A intenção da escola é aumentar a produção gradualmente nos próximos carnavais. Além de reduzir custos, o projeto permite mais rapidez na execução das peças e menor impacto ambiental

04/02/2026 - Beija Flor inova em 2026. Foto: Eduardo Hollanda/ Divulgação Beija-Flor de Nilópolis
Beija Flor inova em 2026 na produção de fantasias e alegorias com impressora 3D. Foto: Eduardo Hollanda/ Divulgação Beija-Flor de Nilópolis

Financiado pelo presidente da agremiação, Almir Reis, o laboratório de indústria 4.0 montado no barracão foi idealizado e desenvolvido pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli, que responde pela criação de toda a estrutura de fabricação digital

Segundo a atual campeão do carnaval carioca, a utilização da impressora de grande porte, que está entre as maiores em operação no Brasil, é algo inédito no carnaval brasileiro. Os profissionais produzem, no local, peças cenográficas, adereços e elementos de fantasias, a partir de arquivos digitais com precisão industrial, controle técnico e repetibilidade, características típicas desta indústria.

04/02/2026 - Beija Flor inova em 2026. Foto: Eduardo Hollanda/ Divulgação Beija-Flor de Nilópolis
Detalhe de alegoria elaborado com impressora 3D para o desfile da Beija-Flor. Foto: Eduardo Hollanda/ Divulgação Beija-Flor de Nilópolis

A tecnologia utilizada é a FDM, método em que filamentos de plástico são derretidos e depositados, camada por camada, até formar a peça final. A mesma técnica é empregada em setores como a indústria automotiva, a prototipagem, a arquitetura e a medicina. “Em áreas mais avançadas, esse mesmo princípio já se estende inclusive a impressões com matéria orgânica. O conceito é o mesmo. O que muda é o material.”

O laboratório da Beija-Flor utiliza o ABS, que é um plástico resistente, leve e reciclável. De acordo com a agremiação, o nível de detalhamento é uma das mais relevantes vantagens técnicas da produção. “As máquinas trabalham com tolerâncias de décimos de milímetro, permitindo reproduzir texturas, volumes e padrões com extrema fidelidade ao projeto original”, completou.

Outra vantagem é a rapidez do sistema, com o qual, uma peça de aproximadamente 1,10 metro de altura pode ser produzida em cerca de 24 horas. Esse tempo é bastante inferior na comparação ao empregado em processos tradicionais de escultura e acabamento manual.

Para o presidente Almir Reis, o projeto representa o futuro do carnaval e garante os ganhos diretos de custo e eficiência.

“A gente deixa de gastar com resina, pintura, isopor, papel carne seca e uma série de acabamentos”, disse, acrescentando que os profissionais que eram empregados nestes trabalhos podem ser deslocados para “funções que dependem mais da mão de obra humana, como os adereços e os trabalhos artísticos”.

O artista Kennedy Prata, líder da equipe de esculturas da Beija-Flor, disse que a tecnologia é uma aliada dos profissionais.

“As máquinas reproduzem com exatidão, esculturas em grandes quantidades e permitem que os artistas se dediquem às peças maiores, mais autorais e mais artísticas.”

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Ponto positivo

A escola indicou ainda outro ponto positivo nesta tecnologia. O modelo representa um avanço do ponto de vista ambiental. O processo de adição de material permite desperdício mínimo por meio da impressão 3D, inclusive porque, após o carnaval, as peças impressas em ABS podem voltar ao barracão, ser trituradas e transformadas novamente em filamento. Nesse processo, se tornam matéria-prima para novas esculturas “dentro de um sistema de economia circular”.

Segundo o carnavalesco João Vitor Araújo, o impacto da tecnologia é direto na qualidade do desfile, o que pode ser constatado nas peças que ficam mais leves, além do acabamento que alcança um nível de precisão difícil de ser atingido apenas com processos manuais. João Vitor completou que a estética do projeto digital chega à avenida sem distorções.

Resumo da Notícia

A Beija-Flor de Nilópolis inovou no carnaval 2026 ao incorporar impressoras 3D de grande porte para a produção de cerca de 10% das peças de suas fantasias e alegorias. Instalado na Cidade do Samba, o laboratório de indústria 4.0 permite a fabricação rápida e precisa de elementos cenográficos, com redução significativa de custos e menor impacto ambiental. A tecnologia utilizada, baseada no método FDM, emprega filamentos de plástico ABS reciclável que possibilitam alta fidelidade de detalhes e economia de material. Além de agilizar a produção, o projeto viabiliza a reutilização das peças após o desfile, promovendo economia circular. Segundo a escola, essa inovação liberta os artesãos para trabalhos mais artísticos e complexos, elevando a qualidade estética do desfile. A iniciativa, financiada pela presidência da agremiação, representa um avanço tecnológico inédito no carnaval carioca e pode inspirar futuras edições da festa.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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