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Bancos antecipam R$ 32,5 bilhões para reforçar Fundo Garantidor de Créditos

Medida visa fortalecer o FGC diante das indenizações do colapso do Banco Master e garantir solidez financeira

Reforço do Fundo Garantidor

O aporte antecipado ao Fundo Garantidor de Créditos fortalece a segurança dos depósitos bancários, garantindo maior proteção aos poupadores em caso de falências financeiras. Essa ação também contribui para a estabilidade do sistema bancário, ao liberar recursos para o crédito e minimizar riscos de contágio econômico, beneficiando diretamente a confiança dos consumidores e a saúde financeira do mercado.
Notas de 200 reais
02/09/2020
REUTERS/Adriano Machado
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Os bancos que integram o Sistema Financeiro Nacional vão fazer, até o dia 25, um aporte extra estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) pelo Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos.

De acordo com o fundo, os recursos virão da antecipação de contribuições ordinárias feitas pelas instituições financeiras. O recolhimento corresponde ao equivalente a 60 meses de contribuições.

Em nota, o FGC afirmou que a medida busca reforçar a capacidade financeira da instituição. “A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, informou o fundo.

Caso Banco Master

O reforço no caixa ocorre em meio aos pagamentos relacionados ao colapso do Banco Master. Até esta quinta-feira, o FGC desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado financeiro.

Esse valor representa cerca de 94% do total previsto para indenizações. Segundo o fundo, aproximadamente 675 mil credores já receberam os pagamentos, o equivalente a 87% do número total de beneficiários.

Desconto no compulsório

A decisão do conselho do FGC ocorreu dois dias após o Banco Central (BC) autorizar os bancos a descontar do recolhimento compulsório os valores antecipados ao fundo. O compulsório é a parcela que as instituições financeiras são obrigadas a manter paradas no BC.

Na prática, a medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para as instituições financeiras ao longo deste ano. A autoridade monetária, no entanto, explicou que a iniciativa não deverá ter impacto na economia, já que compensará os recursos que deixarão de circular em razão das contribuições antecipadas.

Plano emergencial

Em fevereiro, o FGC já havia aprovado um plano emergencial para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master. O programa prevê a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, dividida em três parcelas mensais.

O cronograma também inclui novos adiantamentos ao longo dos próximos anos: mais 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028. Na prática, o conjunto das medidas pode representar até sete anos de contribuições antecipadas ao fundo.

Resumo da Notícia

Instituições financeiras brasileiras vão antecipar um aporte de R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o dia 25, reforçando sua capacidade financeira. Essa antecipação corresponde a cinco anos de contribuições e busca assegurar a estabilidade do fundo, especialmente após os desembolsos de R$ 38,4 bilhões para compensar credores afetados pelo colapso do Banco Master. Cerca de 675 mil beneficiários já receberam indenizações, representando 87% do total. A medida também foi facilitada pela autorização do Banco Central para que os bancos descontem esses valores do recolhimento compulsório, potencialmente liberando cerca de R$ 30 bilhões para o sistema bancário ainda em 2024. O plano emergencial do FGC prevê ainda novas antecipações nos próximos anos, garantindo a sustentabilidade do fundo e a proteção dos depositantes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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