Aumento de 11% nos pedidos de asilo no Brasil em 2025, revela ACNUR
Em 2025, o Brasil registrou um aumento de 11% nos pedidos de asilo, conforme revelado no relatório 'Tendências Globais', publicado pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) nesta quinta-feira (11). O documento aponta que, globalmente, o deslocamento forçado atingiu 117,8 milhões de pessoas, refletindo uma realidade alarmante que requer atenção imediata.
O relatório destaca que, apesar das dificuldades enfrentadas em diversas partes do mundo, o Brasil se destacou por suas políticas de inclusão que garantem acesso à permanência legal, emprego e serviços essenciais para os refugiados. A Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida tem sido um exemplo significativo no apoio à inclusão dessas pessoas, permitindo que reconstruam suas vidas dignamente.
O Alto Comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, observou que, embora o deslocamento forçado global tenha diminuído pela primeira vez em dez anos, ainda existem 5,4 milhões de pessoas que cruzaram fronteiras internacionais em busca de proteção. O relatório também indica que 14,7 milhões de deslocados retornaram a seus países de origem, mas muitos desses retornos foram realizados sob pressão e em condições precárias.
A situação nas Américas é especialmente crítica, com 22,8 milhões de pessoas deslocadas, em grande parte devido a crises no Haiti, Nicarágua, Colômbia e Venezuela. O Brasil, juntamente com outros países da região, tem se esforçado para implementar políticas de acolhimento que vão além de medidas emergenciais, promovendo a inclusão e a autonomia dos refugiados.
Salih fez um apelo à comunidade internacional para uma mudança de paradigma, enfatizando que a ajuda humanitária é vital, mas não deve ser o objetivo final. Ele ressaltou a necessidade de criar um ambiente que permita aos refugiados se tornarem agentes ativos de suas próprias vidas, contribuindo para as economias locais e a melhoria das comunidades.
Embora o número global de refugiados tenha diminuído 3% em 2025, muitos ainda vivem em situações de vulnerabilidade. O Brasil se destaca com legislações que promovem direitos e acesso a serviços essenciais, demonstrando que políticas inclusivas podem resultar em benefícios tanto para os refugiados quanto para as sociedades que os acolhem.
O ACNUR reafirmou seu compromisso com a proteção e inclusão dos refugiados, propondo iniciativas para reduzir pela metade o número de deslocados prolongados ao longo da próxima década. O Brasil, com suas práticas inovadoras, é um exemplo de como a solidariedade e o compartilhamento de responsabilidades podem gerar resultados concretos em um contexto global desafiador.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.