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Crédito da imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Ativista brasileiro é impedido de entrar na Argentina por ordem de Milei

Thiago Ávila, defensor da causa Palestina, teve entrada negada na Argentina e foi deportado após detenção

Implicações do veto na Argentina

A recusa de entrada ao ativista brasileiro destaca como decisões políticas podem afetar o direito à mobilidade e a participação em eventos internacionais de solidariedade. Essa medida pode impactar debates sobre direitos humanos e relações diplomáticas, além de evidenciar desafios para organizações que atuam em contextos de conflito, influenciando a percepção pública e a cooperação entre países.
São Paulo (SP), 13/06/2025. O ativista Thiago Ávila durante a sua chegada no aeroporto de Guarulhos, após ser preso e deportado pelo exército israelense ao tentar desembarcar em Gaza. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O ativista pelos direitos humanos Thiago Ávila, conhecido internacionalmente por sua atuação em defesa da causa Palestina, foi detido nesta terça-feira (31),  em Buenos Aires, ao desembarcar com sua esposa e filha em um dos aeroportos da capital argentina.

Segundo relatos de diversos apoiadores e também de sua companheira, Laura Souza, compartilhados nas redes sociais, o ativista teve o ingresso no país negado. Ele participaria de atividades e debates de divulgação da Global Sumud Flotilla, da qual é um dos dirigentes. 

A articulação envolve movimentos da sociedade civil que buscam furar o bloqueio e levar apoio internacional a comunidades vítimas de violações internacionais, especialmente na Faixa de Gaza.

Em nota, a Global Sumud Flotilla Brasil informou que Ávila, esposa e filha, uma criança com menos de dois anos, foram parados pela polícia aeroportuária ao chegarem no Aeroparque Jorge Newbery, aeroporto que fica na área central de Buenos Aires, por volta das 10h30 da manhã. Eles vinham de atividades no Uruguai.

"O ativista foi separado de sua família por alegações de problemas com o passaporte. Dali, foi encaminhado para uma delegacia onde os policiais o disseram que sabiam quem ele era, que não seria bem-vindo na Argentina, e que não seguiria para a atividade", informou a entidade. A ordem, segundo relatos de parlamentares do país vizinho, teria sido dada pelo "alto escalão do governo argentino". 

O presidente do país, o ultradireitista Javier Milei, é conhecido por sua defesa do Estado de Israel, apoiou a guerra em Gaza e é fã declarado do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Nenhuma autoridade da Argentina se manifestou sobre o ocorrido, até o momento.

Ainda de acordo com o relato da Global Sumud Flotilla Brasil, o grupo de solidariedade à Palestina na Argentina informou que Thiago se recusou a entrar no avião para ser deportado de forma imediata, de volta ao Uruguai, como queriam os policiais.

Após negociações, Ávila conseguiu ser levado ao Aeroporto de Ezeiza, o principal do país, de onde partirá para Barcelona, nesta quarta-feira (1º), em viagem que já estava prevista após a passagem por Buenos Aires.

No ano passado, Ávila e outras dezenas de ativistas, incluindo cerca de 11 brasileiros, chegaram a ser capturados por forças militares de Israel quando tentavam chegar à Faixa de Gaza, por via marítima, para entregar alimentos e medicamentos. O caso gerou grande repercussão internacional, e eles foram liberados após ficarem detidos em prisões israelenses, sob denúncia de tortura.  

Resumo da Notícia

O ativista brasileiro Thiago Ávila, reconhecido por sua luta em defesa dos direitos humanos e da causa Palestina, foi barrado na Argentina ao chegar em Buenos Aires com sua família. Conforme relatos, ele teve o ingresso ao país vetado por determinação do governo de Javier Milei, presidente argentino conhecido pelo apoio a Israel. Ávila participaria de eventos relacionados à Global Sumud Flotilla, movimento que busca solidariedade às vítimas na Faixa de Gaza. Após ser detido e separado da esposa e filha pequena, o ativista foi impedido de seguir com sua agenda e deportado para a Europa, em voo saindo do Aeroporto de Ezeiza. A ação gerou repercussão internacional, especialmente diante do histórico de Ávila, que já foi preso por forças israelenses em missão humanitária. Até o momento, as autoridades argentinas não se pronunciaram oficialmente sobre o episódio, que evidencia tensões políticas e humanitárias entre os países envolvidos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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