Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © PCSP/Divulgação

Assassino confesso é preso por feminicídio em São Bernardo do Campo

Luciano de Souza foi detido após confessar assassinato da ex-companheira em São Paulo

Impacto do aumento dos feminicídios

O crescimento dos casos de feminicídio em São Paulo destaca a urgência de fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres. Esse cenário afeta diretamente a segurança e o bem-estar de famílias, exigindo maior investimento em prevenção, apoio às vítimas e rigor na aplicação da lei para reduzir a violência de gênero e seus efeitos sociais.
São Paulo (SP), 12/02/2026 - Viatura da Polícia Civil de São Paulo. Foto: PCSP/Divulgação
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A Polícia Civil de São Bernardo do Campo prendeu temporariamente nesta quinta-feira (12), Luciano de Souza, de 32 anos, assassino confesso de sua ex-companheira Sabrina Cândido Pontes, de 24 anos. Ela deixa dois filhos pequenos (2 e 4 anos), frutos do relacionamento de 12 anos do casal. Souza foi detido e encaminhado ao 6º DP de São Bernardo onde o caso foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver.

Três dias antes de se entregar à polícia e confessar o crime, Souza foi à delegacia para denunciar o desaparecimento de Sabrina, alegando que ela havia sumido no último dia 6 de março, para forjar empenho na busca.

Pressionado pelas investigações, ele voltou à delegacia e disse que havia matado Sabrina e deixado seu corpo em uma área de mata próxima a uma estrada na região do Riacho Grande-Represa Billings, em São Bernardo do Campo.

Segundo a polícia, Souza contou que cometeu o crime porque Sabrina se recusava a reatar o casamento. Os dois estavam separados havia um mês.

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Mensagens

Durante o período em que ela estava desaparecida, mensagens foram postadas no status do celular de Sabrina, para mostrar ela estava bem e no interior. Suspeita-se que o ex-companheiro tenha enviado áudios usando inteligência artificial para tentar despistar a família.

Feminicídios

Em 2025, o estado de São Paulo registrou o maior número de vítimas de feminicídio desde o início da série histórica, em 2018. Foram 270 mulheres assassinadas por violência de gênero, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando foram registrados 253 casos, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O mês de janeiro foi o mais violento para as mulheres desde o início da série histórica, com 27 feminicídios, o equivalente a quase uma morte por dia.

Uma em cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo (21,7%) tinha medida protetiva, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado no início de março.

De setembro de 2023 a março de 2025, foram registradas 83 vítimas na capital paulista, das quais 18 tinham obtido medida protetiva urgente (MPU). Considerando o total de 1.127 feminicídios analisados pelo FBSP em 16 unidades da Federação, 148 mulheres (13,1%) foram mortas apesar da MPU vigente.

Resumo da Notícia

A Polícia Civil de São Bernardo do Campo prendeu Luciano de Souza, de 32 anos, após ele admitir o assassinato da ex-companheira Sabrina Cândido Pontes, de 24 anos. O crime ocorreu após a separação do casal, e Sabrina deixa dois filhos pequenos. Inicialmente, Souza tentou enganar a polícia ao denunciar o desaparecimento dela, mas acabou confessando o feminicídio e indicando onde o corpo foi deixado. O caso é registrado como feminicídio e ocultação de cadáver. No estado de São Paulo, o número de feminicídios aumentou em 2025, atingindo o maior índice desde 2018, com 270 casos. A violência contra mulheres permanece alta, mesmo com medidas protetivas em vigor, evidenciando a necessidade de ações mais eficazes para proteção e combate a esses crimes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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