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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Argentina concede refúgio permanente a condenado pelo 8 de janeiro

Joel Borges Corrêa, condenado por ataques em 2023, recebeu proteção internacional na Argentina

Refúgio e Implicações Legais

A concessão de refúgio permanente a um condenado por ataques políticos evidencia o complexo equilíbrio entre proteção humanitária e justiça criminal. Essa decisão pode influenciar relações diplomáticas e processos de extradição, impactando a segurança jurídica e a cooperação internacional no combate a crimes políticos.
08.01.2023-Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão Nacional de Refugiados (Conare) da Argentina concedeu refúgio permanente ao brasileiro Joel Borges Corrêa, condenado a 13 anos e seis meses de prisão por envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

A decisão do órgão, que é vinculado ao Ministério de Segurança Nacional do país vizinho, foi tomada no dia 4 de março, mas tornada pública nesta terça-feira (10), segundo o advogado Luciano Cunha, que representa Corrêa no caso.

Brasília (DF), 10/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Condenado pelos atos golpistas de 2023 e foragido do Brasil, Joel Borges Corrêa. Foto: Joel Borges Corrêa/Arquivo Pessoal
FOTO DE ARQUIVO - Condenado pelos atos golpistas de 2023 e foragido do Brasil, Joel Borges Corrêa. Foto: Joel Borges Corrêa/Arquivo Pessoal

O brasileiro estava preso no país desde o fim de 2024 e chegou a ter o pedido de extradição autorizado pela justiça da Argentina em dezembro do ano passado. Desde de janeiro, no entanto, sua prisão preventiva estava convertida em prisão domiciliar. 

O pedido de extradição foi feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Corrêa pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio tombado, dano qualificado e associação criminosa armada.

De acordo com a defesa de brasileiro, o processo administrativo no Conare reconheceu que Joel Corrêa "deixou seu país de origem diante de fundado temor de perseguição relacionado à atribuição de opinião política, bem como diante de riscos concretos de violação a garantias fundamentais, circunstâncias que justificam a concessão da proteção internacional pelo Estado argentino".

Ainda segundo o advogado Luciano Cunha, com o reconhecimento formal da condição de refugiado, passam a incidir as garantias internacionais de proteção humanitária, em especial o princípio do non-refoulement (não devolução), que impede a entrega ou expulsão do refugiado para país onde possa sofrer perseguição ou violação de direitos fundamentais.

Além de Corrêa, outros quatro brasileiros ainda aguardam análise do pedido de refúgio: Joelton Gusmão de Oliveira, Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza e também podem ter o status de refugiados concedido.

A concessão do refúgio a Joel Corrêa também foi divulgada e celebrada pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de janeiro (Asfav). Até o momento, não houve manifestação do STF ou do governo brasileiro sobre a decisão da comissão argentina.

Resumo da Notícia

A Comissão Nacional de Refugiados da Argentina concedeu status de refúgio permanente a Joel Borges Corrêa, brasileiro condenado a mais de 13 anos por envolvimento nos ataques às instituições brasileiras em 8 de janeiro de 2023. Apesar da justiça argentina ter autorizado sua extradição, o pedido foi negado após avaliação de risco de perseguição política e violação de direitos fundamentais. A defesa destaca que a decisão assegura a proteção humanitária internacional, incluindo o princípio de não devolução, que impede sua expulsão para o Brasil. Outros quatro brasileiros aguardam análise de pedidos semelhantes na Argentina. A medida foi celebrada por familiares das vítimas dos ataques, enquanto o governo brasileiro e o STF ainda não se manifestaram sobre o caso.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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