Saúde e Bem-Estar Brasil
Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anvisa aprova novo tratamento que reduz sangramentos em hemofílicos

Medicamento inovador promete melhorar a qualidade de vida e facilitar o tratamento de hemofilia no Brasil

Avanço no Tratamento da Hemofilia

A aprovação de uma nova medicação que pode ser aplicada a cada dois meses facilita o manejo da hemofilia, reduzindo a frequência de infusões e promovendo maior independência aos pacientes. Essa inovação contribui para melhorar a adesão ao tratamento, o que é fundamental para prevenir complicações e aumentar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença.
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento de hemofilia no Brasil. Indicado para pacientes a partir de 12 anos, o QFITLIA® (fitusirana sódica), da empresa Sanofi Medley, poderá ser usado para prevenir ou reduzir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou B, com ou sem inibidores dos fatores de coagulação VIII ou IX.

Dados do Perfil de Coagulopatias, publicado pelo Ministério da Saúde em 2024, apontam que o Brasil tem 14.202 pacientes diagnosticados com hemofilia. Destes, 11.863 apresentam hemofilia A e 2.339 têm hemofilia B.

Segundo a Anvisa, o medicamento teve prioridade na análise porque a hemofilia é considerada uma doença rara, resultado de uma condição genética que afeta a capacidade do corpo de estancar sangramentos. Devido à ligação com o cromossomo X, a hemofilia se manifesta quase exclusivamente em homens.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Hemofilia

A doença ocorre pela deficiência de proteínas essenciais no sangue, conhecidas como fatores de coagulação: enquanto o tipo A (falta do fator VIII) é o mais comum, o tipo B (falta do fator IX) atinge uma parcela menor da população. Sem a produção adequada de trombina, enzima fundamental para a cicatrização de feridas, o organismo não consegue formar coágulos eficazes, o que pode gerar episódios hemorrágicos persistentes.

A gravidade da doença varia conforme o nível de atividade desses fatores no sangue. Pessoas com quadros graves podem sofrer hemorragias espontâneas, enquanto nos casos leves, os sangramentos surgem geralmente após traumas ou cirurgias.

“O maior desafio clínico reside nas articulações e músculos, locais onde as hemorragias são mais frequentes, embora qualquer órgão possa ser comprometido. O diagnóstico precoce e o monitoramento constante são fundamentais para evitar danos crônicos e garantir a qualidade de vida dos pacientes”, explica a Anvisa.

Para a presidente da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), Tania Maria Onzi Pietrobelli, a fitusirana sódica, aguardada há tempos pela comunidade de hemofilia, trará mais qualidade de vida tanto para pacientes como para familiares, já que é uma forma menos invasiva, por ser de aplicação subcutânea e de longa duração, diferente de aplicações frequentes e endovenosas.

Os protocolos atuais exigem infusões de três a quatro vezes por semana. Com a fitusirana sódica, a frequência é de uma dose a cada dois meses.

“Como a hemofilia é uma condição crônica, isso limita a qualidade de vida dos pacientes e familiares. Com essa nova tecnologia as pessoas poderão viver sem focar na doença, tendo o direito de viver plenamente", ressaltou a presidente da FBH.

Tânia Maria diz que o resultado da aprovação do medicamento no Brasil é uma maior autonomia para pacientes e familiares, e também melhora no fluxo de pacientes no sistema de saúde, melhorando a logística e diminuindo a sobrecarga nos centros de tratamento de hemofilia, "permitindo assim um tratamento e atendimento personalizado”.

A presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia, Mariana Battazza, destacou que o uso da fitusirana sódica não permite que os pacientes tenham melhor adesão ao tratamento, assegurando um melhor resultado.

“Atualmente, o que percebemos em nossa pesquisa Jornada dos pacientes com hemofilia A e B no Brasil é que o desfecho dos tratamentos com fator de coagulação são piores do que o imaginado porque as barreiras de adesão ao tratamento são muito grandes”, destaca.

Resumo da Notícia

A Anvisa aprovou recentemente o uso do QFITLIA® (fitusirana sódica), um medicamento indicado para prevenir sangramentos em pacientes com hemofilia A e B, a partir dos 12 anos. A nova terapia, que pode ser administrada via subcutânea a cada dois meses, representa um avanço importante em relação aos tratamentos tradicionais que exigem infusões frequentes. Com mais de 14 mil pessoas diagnosticadas no Brasil, a hemofilia é uma condição genética que dificulta a coagulação do sangue, causando episódios hemorrágicos. A aprovação do medicamento traz esperança para pacientes e familiares, oferecendo maior autonomia e reduzindo a sobrecarga nos centros de tratamento. Além disso, a nova opção terapêutica pode aumentar a adesão ao tratamento, um desafio significativo para quem convive com a doença, melhorando os resultados clínicos e a qualidade de vida desses pacientes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município