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Crédito da imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil

Anvisa aprova novo remédio para epilepsia farmacorresistente

Medicamento Xcopri reduz crises em adultos com epilepsia resistente a tratamentos convencionais

Novo tratamento para epilepsia

A aprovação do Xcopri oferece uma nova opção terapêutica para pacientes com epilepsia resistente a tratamentos convencionais, podendo reduzir significativamente a frequência das crises. Essa inovação tem potencial para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas afetadas pela condição, além de influenciar políticas públicas de saúde conforme sua incorporação ao SUS.
Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento indicado para o tratamento de crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente, o Xcopri (cenobamato), da Momenta Farmacêutica.

Pacientes com essa condição ainda apresentam crises mesmo após recorrer a pelo menos dois tratamentos diferentes, situação que chega a acometer cerca de 30% das pessoas com epilepsia.

O cenobamato reduz a atividade elétrica anormal no cérebro, o que diminui a incidência desses episódios.

Nos estudos clínicos, o tratamento demonstrou redução significativa na frequência das crises, diz a Anvisa. Quatro em cada dez pacientes que tomaram 100 miligramas (mg) por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises, e 64% dos que receberam 400 mg por dia tiveram a mesma melhora. No grupo que tomou placebo durante os testes, houve melhora de 26%.

Mesmo com o registro aprovado, Xcopri só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A oferta no SUS (Sistema Único de Saúde) depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e de decisão do Ministério da Saúde.

Entenda a Epilepsia

A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não é causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos.

Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou se espalhar. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial. Se envolverem os dois hemisférios cerebrais, a crise é generalizada.

O diagnóstico é feito clinicamente, na maioria dos casos, em um exame físico geral, com ênfase nas áreas neurológica e psiquiátrica e com um histórico detalhado pelo paciente ou uma testemunha que poderá descrever a crise em detalhes.

A ocorrência de uma aura, isto é, uma crise em que o paciente não perde a consciência, está entre as informações que devem ser relatadas aos serviços de saúde, assim como os fatores precipitantes da crise, a idade de início, a frequência e os intervalos entre as crises.

Março Roxo

A notícia chega à comunidade médica durante o Março Roxo, período dedicado à conscientização sobre a epilepsia, que inclui o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março.

A iniciativa busca informar a população sobre essa condição neurológica, reduzir o estigma social e promover empatia e compreensão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas convivem com epilepsia no mundo.

No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas apresentam a condição de saúde. De acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), muitas dessas pessoas enfrentam não apenas os desafios do tratamento, como o preconceito e a desinformação.

Segundo a neurologista e membro da diretoria da LBE, Juliana Passos, o medicamento representa um avanço especialmente para pacientes com epilepsia de difícil controle.

“Trata-se de medicação indicada no tratamento de pacientes com epilepsia farmacorresistente, cujos resultados foram muito superiores àqueles alcançados pelos novos medicamentos anti-crises disponíveis. Oferecer uma chance consideravelmente maior de controle das crises para esses pacientes é urgente”, afirma.

Resumo da Notícia

A Anvisa autorizou o uso do Xcopri (cenobamato), indicado para adultos com epilepsia farmacorresistente, condição em que as crises persistem após pelo menos dois tratamentos. Estudos clínicos mostraram que o medicamento diminui significativamente a frequência das crises focais, com 40% dos pacientes apresentando redução de 50% nas crises com doses de 100 mg e até 64% com 400 mg. A venda dependerá da definição do preço pela CMED e da incorporação ao SUS mediante avaliação da Conitec e do Ministério da Saúde. A aprovação ocorre durante o Março Roxo, campanha de conscientização sobre epilepsia, que afeta mais de 2 milhões de brasileiros e 65 milhões globalmente. O avanço é destacado por especialistas como uma importante alternativa para quem enfrenta dificuldade no controle das crises, contribuindo para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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