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Crédito da imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Aneel reage à tentativa da Enel de suspender processo de caducidade

Diretor da Aneel critica ação judicial da Enel São Paulo e reforça compromisso com fiscalização rigorosa

Impacto da disputa na energia

A contestação judicial da Enel São Paulo pode afetar diretamente a qualidade do fornecimento de energia e a segurança regulatória no estado. A decisão sobre a caducidade do contrato influencia a responsabilidade pela prestação do serviço, com reflexos para consumidores e para o ambiente de investimentos no setor elétrico. O desenrolar desse processo será fundamental para garantir melhorias e estabilidade no fornecimento de energia à população.
São Paulo (SP), 18/03/2026 - Sandoval Feitosa, Diretor Geral da ANEEL, durante entrevista coletiva. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

A distribuidora de energia Enel São Paulo entrou na Justiça para tentar suspender o processo de caducidade do contrato de concessão, que está em tramitação na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O processo foi protocolado nesta terça-feira (17) e gerou críticas do diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa.

Em entrevista na manhã de hoje (18), na capital paulista, antes da realização do leilão de contratação de reserva de capacidade de energia na forma de potência (LRCAP), Feitosa disse ter ficado “surpreso” com o ajuizamento pela Enel.

“Nós fomos informados hoje pela manhã que a empresa depôs o mandado de segurança, ainda não julgado, para que esse julgamento não ocorra e também para que o voto que já está assentado no processo, o voto proferido por mim, seja tornado nulo." 

Feitosa informou que a Aneel vai recorrer.

"Nós obviamente vamos recorrer quando o mandado de segurança eventualmente for deferido.”

A discussão sobre a caducidade da concessão da Enel São Paulo está em análise na agência reguladora desde que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, se uniram para pedir o rompimento do contrato.

Esse pedido de rompimento do contrato ocorreu após diversas reclamações de moradores e comerciantes da Grande São Paulo, que enfrentaram diversos episódios de falta de luz.

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A diretoria colegiada da Aneel decidiu prorrogar o prazo de vista do processo até 24 de março, quando o caso voltará a ser discutido.

“Não há julgamento, não há decisão. O que há é o agendamento de uma reunião. E nos causa realmente muita surpresa de que a empresa esteja tentando interferir no processo administrativo da Aneel por vias transversas. Poder Judiciário sim é um caminho para que qualquer cidadão ou empresa busque seus direitos. Mas impedir que o regulador faça o seu trabalho, [indica que] nós estaremos já em uma etapa muito danosa para o processo regulatório do nosso país”, disse o diretor-geral.

Para Feitosa, a empresa deveria “gastar menos dinheiro com advogado” e trabalhar para melhorar o serviço que é prestado para a população.

“Eu recomendo fortemente à empresa que ela empreenda todos os esforços possíveis para melhorar o serviço ao cidadão, melhorar a qualidade do serviço e eventualmente reduza o seu esforço de contratação de cada vez mais suporte jurídico para evitar que a Aneel trabalhe”, disse o diretor da agência reguladora.

“A ferramenta que eu tenho, enquanto regulador e com as minhas equipes de fiscalização, é cobrar o serviço adequado, aplicar penalidades e, neste caso, seguindo o rito que está na lei, indicar eventualmente a recomendação de caducidade que, mais uma vez, é apenas uma etapa. A palavra final não é da Aneel. A palavra final é do titular do serviço, que é a União Federal”.

Até hoje, explicou Feitosa, a Aneel já decidiu pela caducidade de contrato em 30 ocasiões, a maior parte referente à transmissão de energia. “E em todas elas nós fizemos a nossa parte, depois o Ministério [de Minas e Energia] fez a dele”, falou.

Procurada pela Agência Brasil, a Enel disse “reafirmar sua plena confiança nos fundamentos legais apresentados e no sistema jurídico brasileiro”.

“A companhia reitera a necessidade de que qualquer deliberação seja analisada de forma isenta e técnica, de acordo com a legalidade e com os fatos comprovados no processo”, disse nota da Enel.

 

Resumo da Notícia

A Enel São Paulo entrou na Justiça para tentar impedir o andamento do processo de caducidade do seu contrato de concessão, em análise pela Aneel. O diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, manifestou surpresa com a medida e destacou que a Aneel recorrerá caso o mandado de segurança seja deferido. A contestação ocorre após diversas reclamações da população sobre falhas no fornecimento de energia, que motivaram autoridades a solicitar o rompimento do contrato. Feitosa defendeu que a empresa deveria focar na melhoria dos serviços em vez de buscar impedir o trabalho regulatório. Ele ressaltou que o processo ainda está em fase de análise e que a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia. A Aneel já recomendou caducidade em outras 30 situações, mostrando sua atuação rigorosa na fiscalização dos contratos de energia.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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