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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro

Ex-presidente cumprirá prisão domiciliar por 90 dias devido a problemas de saúde, com monitoramento rigoroso

Prisão domiciliar e segurança pública

A autorização para prisão domiciliar de um ex-presidente envolve aspectos importantes para o sistema prisional e a segurança pública. A medida busca equilibrar a necessidade de cumprimento da pena com cuidados médicos adequados, além de evitar possíveis riscos à ordem pública decorrentes da presença de apoiadores. Restrições como monitoramento eletrônico e vigilância reforçam o controle sobre a execução da pena, impactando a gestão de casos de detentos com condições de saúde delicadas.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde. 

A domiciliar passará a ser cumprida após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13. 

Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.

Moraes também determinou que Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento. 

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Pela decisão de Moraes, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga. 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha. 

Visitas

O ex-presidente Jair Bolsonaro não poderá receber visitas durante o período inicial de 90 dias da domiciliar, exceto dos filhos, médicos e advogados.

Bolsonaro também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet.

Acampamentos

Alexandre de Moraes também proibiu a permanência de acampamentos de apoiadores em frente ao Condomínio Solar de Brasília, onde fica a residência do ex-presidente.

"Determino proibição de acesso e permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1km o endereço residencial, notadamente para a participação de quaisquer atos que possam comprometer a higidez da prisão domiciliar humanitária do custodiado", decidiu Moraes.

Saúde

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes disse que a Papudinha, presídio onde Bolsonaro estava preso, tem condições que oferecer atendimento médico adequado e citou que o ex-presidente foi levado prontamente ao hospital após passar mal.

No entanto, o ministro disse que é mais indicado que Bolsonaro, que tem 71 anos de idade, se recupere da broncopneumonia em casa.

“No presente momento e durante o prazo necessário para sua integral recuperação da broncopneumonia, o ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos”, completou Moraes.

* Matéria atualizada às 15h35 para acrescentar informações

 

 

Resumo da Notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, atendendo ao pedido da defesa em razão do agravamento de sua saúde. Atualmente hospitalizado em Brasília para tratar uma pneumonia bacteriana, Bolsonaro iniciará o cumprimento da prisão domiciliar após alta médica, com duração inicial de 90 dias. A decisão prevê monitoramento por tornozeleira eletrônica e vigilância da Polícia Militar na residência do ex-presidente, além de restrições a visitas, uso de celular e acesso a redes sociais. Também foi proibida a presença de apoiadores em acampamentos próximos à residência para garantir a segurança da medida. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por participação em trama golpista e cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda. Moraes ressaltou que, apesar do atendimento hospitalar adequado, a recuperação domiciliar é recomendada devido à fragilidade do sistema imunológico do ex-presidente, de 71 anos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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