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Crédito da imagem: © Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro

Advogada argentina deixa o Brasil após acusação de injúria racial no Rio

Agostina Páez retorna à Argentina após pagar fiança e continuará respondendo processo no Brasil

Implicações do Caso de Racismo

Este episódio evidencia a seriedade com que o sistema judiciário brasileiro trata crimes de injúria racial, reforçando que tais condutas são punidas independentemente da nacionalidade do autor. A continuidade do processo judicial demonstra o compromisso em combater o racismo, promovendo maior proteção e respeito às vítimas, além de enviar um alerta sobre as consequências legais de atitudes discriminatórias no país.
06/02/2026 - Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários em um bar de Ipanema é acompanhada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Foto: Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro
© Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar de Ipanema, na zona sul da capital fluminense, em janeiro deste ano, já está de volta ao seu país.

Segundo o jornal argentino La Nácion, a advogada pousou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1).  

À imprensa local, ela disse estar arrependida de ter reagido mal no episódio. Na denúncia, Agostina se referiu a um negro, empregado de um bar, de forma pejorativa, e ao deixar o estabelecimento usou a palavra "mono", que em espanhol significa macaco, além de imitar os gestos do animal. 

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas racistas para os outros dois funcionários do bar, o que caracterizou três crimes.

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Volta

Na terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a volta da advogada a seu país natal, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. No entanto, ela continuará respondendo ao processo de injúria racial. 

Ela chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas foi solta com a ordem de usar tornozeleira eletrônica. 

Após ter retirado a tornozeleira eletrônica e pagar fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, determinada pela Justiça, a advogada argentina Agostina Páez, pode deixar o país.

O crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, zona sul do Rio. Agostina Páez discutiu com funcionários do bar por causa de uma suposta cobrança indevida na conta. 

A argentina usou termos pejorativos e chamou um funcionário de momo, macaco em espanhol, e fez gestos imitando um macaco, registrados por uma câmera de segurança da região.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, determinou o pagamento da caução, entre outras medidas, para a advogada argentina deixar o país. 

A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso. 

Resumo da Notícia

A advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, Rio de Janeiro, já voltou para seu país. O incidente ocorreu em janeiro, quando ela proferiu ofensas racistas e imitou gestos pejorativos contra um empregado negro. Após pagar fiança de R$ 97 mil e cumprir medidas restritivas, a Justiça do Rio autorizou sua saída, mas o processo judicial permanece ativo. Agostina declarou arrependimento pelo episódio, que gerou repercussão devido à gravidade das acusações. O caso destaca o combate a crimes raciais e a responsabilidade legal mesmo para estrangeiros que cometem tais atos no Brasil.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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