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Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em maio de 2026

Brasil e União Europeia confirmam início do acordo que promete ampliar comércio e integração econômica.

Impactos do acordo Mercosul-UE

A implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode fortalecer a economia brasileira ao ampliar mercados para exportação e atrair investimentos estrangeiros. Para consumidores, a medida tende a aumentar a diversidade de produtos disponíveis e reduzir preços. No entanto, o processo envolve ajustes regulatórios e debates políticos que podem influenciar setores produtivos e a dinâmica das relações comerciais bilaterais.
09/01/2026 - Embaixadores da UE aprovam provisoriamente acordo com Mercosul. Foto: União Europeia/Mercosul
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O acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entrará em vigor em 1º de maio de 2026, confirmou o governo brasileiro nesta terça-feira (24). A aplicação ocorre após a conclusão dos trâmites internos e a troca formal de notificações entre as partes.

Em nota conjunta, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços  (Mdic), das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informaram que, em 18 de março, o Brasil avisou à Comissão Europeia que concluiu o processo interno de ratificação do acordo.

A resposta da União Europeia foi enviada em 24 de março, cumprindo as exigências previstas no texto para o início da vigência provisória.

Na semana passada, o Congresso Nacional promulgou o acordo, mas faltam algumas formalidades. Segundo a nota conjunta, o decreto de promulgação, ato final que incorpora o tratado ao ordenamento jurídico, está em fase avançada de tramitação. Esse é o último passo para tornar o acordo obrigatório no país.

Integração

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo é considerado pelo governo um dos mais relevantes projetos de integração econômica do país. A expectativa é ampliar o acesso de empresas brasileiras a um dos maiores mercados do mundo.

"O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a plena implementação do Acordo Provisório de Comércio e seguirá trabalhando, em estreita coordenação com os demais Estados-Partes do Mercosul e com a União Europeia, para que seus benefícios se traduzam em crescimento, geração de empregos e desenvolvimento sustentável", destacou a nota oficial.

Impactos

Com a entrada em vigor, mesmo que provisória, o acordo prevê:

  • Redução gradual de tarifas
  • Eliminação de barreiras comerciais
  • Maior previsibilidade regulatória.

A medida deve favorecer exportações, atrair investimentos e integrar o Brasil às cadeias globais de valor, além de ampliar a oferta de produtos europeus no mercado interno.

Resistências

Ontem (23), a UE tinha anunciado a aplicação provisória do acordo a partir de 1º de maio. Apesar do avanço, o acordo enfrenta resistência dentro da Europa.

Países como a França, com apoio de nações como Polônia, Irlanda e Áustria, temem impactos negativos sobre o setor agrícola, diante da concorrência de produtos sul-americanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a aceleração da aplicação provisória, enquanto agricultores e ambientalistas europeus também se opõem ao tratado.

Por outro lado, países como Alemanha e Espanha apoiam o acordo por enxergarem oportunidades comerciais e estratégicas, como a diversificação de parceiros e acesso a recursos naturais.

O texto ainda passa por análise no Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a entrada em vigor definitiva, caso sejam identificadas incompatibilidades com as regras do bloco.

Resumo da Notícia

O acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia será aplicado a partir de 1º de maio de 2026, após a finalização dos processos internos de ratificação pelo Brasil e pela UE. Este tratado, fruto de mais de vinte anos de negociações, visa facilitar o acesso de empresas brasileiras ao mercado europeu por meio da redução gradual de tarifas, eliminação de barreiras comerciais e maior previsibilidade regulatória. Espera-se que o acordo impulsione as exportações, atraia investimentos e integre o Brasil nas cadeias globais de valor, além de ampliar a variedade de produtos europeus disponíveis no país. Apesar do avanço, o acordo enfrenta resistência na Europa, especialmente de países que temem impactos negativos para a agricultura local, enquanto outros defendem as oportunidades comerciais geradas. O texto ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça da UE, o que pode influenciar a vigência definitiva do acordo.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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